Campanhã celebrou a tradição com o Festival Folclórico Luso-Galaico
Categoria: Cultura

Campanhã celebrou a tradição com o Festival Folclórico Luso-Galaico

A Praça da Corujeira, em Campanhã, voltou a ser o palco de eleição para a promoção do património etnográfico com a realização do XXXII Festival Folclórico Luso-Galaico de Campanhã. O evento, que decorreu no passado sábado, dia 11 de julho, afirmou-se mais uma vez como um marco importante no calendário cultural da freguesia, atraindo um público numeroso e entusiasta que assistiu à partilha de música, dança e trajes tradicionais de várias regiões.
 
Organizado pelo Rancho Folclórico Danças e Cantares de Campanhã, o festival proporcionou um intercâmbio cultural ibérico ao juntar em palco grupos de diferentes zonas de Portugal e da Galiza. Além do grupo anfitrião, as atuações contaram com a participação do Rancho Folclórico Rosas do Mondego (Coimbra), da Asociación Cultural Antaruxas e Sorteiros (Lugo, Espanha), do Grupo de Danças e Cantares "Os Moleiros" de Cárquere (Resende) e do Rancho Folclórico São Martinho (Cabeceiras de Basto). Sob a apresentação de Fernando Loureiro, a iniciativa iniciou-se ao final da tarde com um desfile etnográfico pelas imediações, culminando com as exibições dos ranchos que se prolongaram pela noite dentro.
 
A Junta de Freguesia de Campanhã fez-se representar oficialmente no certame pelo vogal Álvaro Ferreira, que acompanhou de perto o desenrolar das festividades e o convívio entre as diferentes comitivas.
 
 
 

Fé, Esperança e Caridade de Tónan Quito em Campanhã

No âmbito do projeto "Cultura em Expansão" Campanhã vai receber no Auditório da Freguesia, de 07 a 12 de julho, uma comédia da autoria de Horváth, do ano de 1932, intitulada "Fé, Caridade e Esperança".
Com esta peça, actualmente, Tonan Quito, diretor artistico, mostra-nos a intemporalidade desta história.

 

Fé, Esperança e Caridade - Tónan Quito
Cultura em Expansão - O Palco é a Cidade
Nesta comédia (1932) Horváth, mostra-nos uma sociedade cínica, mesquinha e egoísta, sempre pronta a desumanizar-se, num período de decadência material, espiritual e moral. Para o autor este poderia ser o título de todas as sua peças (como afirmou), "pois todas assentam num tempo em que acreditar, amar e ter esperança são uma utopia necessária".
A peça conta-nos a história de Elisabeth, que procura desesperadamente a sua sobrevivência e acaba vítima da máquina do estado, onde não é permitido que um indivíduo siga os seu sonhos; no início ela tenta vender o seu corpo ao Instituto de medicina legal porque precisa de dinheiro; é acusada de fraude e acaba rodeada de pessoas abandonadas e mal tratadas pelo estado, até encontrar por breves momentos o amor; mas cansada de ser "perseguida" acaba por se atirar ao rio apagando a única réstia de esperança.
É possível sermos humanos em tempos de crise? 
 
Autor Ödön von Horváth 
Tradução Ricardo Braun 
Direção Tónan Quito 
Versão cénica e interpretação Carla Galvão, Filipa Matta, Marco Mendonça, Miguel Loureiro, Tónan Quito e Novo Acto - Associação de Artes Performativas
Apoio à Dramarturgia Rui Catalão 
Cenografia F. Ribeiro 
Desenho de Luz Daniel Worm 
Figurinos José António Tenente 
Assistente de encenação no Porto Luis Araújo 
Gestão de projecto e assistência à direção Patrícia Costa 
Produção Executiva Henrique Figueiredo 
Produção HomemBala 
Residência O Espaço do Tempo
Coprodução Teatro Municipal Maria Matos e Câmara Municipal do Porto, no âmbito do projeto Cultura em Expansão
Apoio Republica Portuguesa - Cultura | Dgartes - Direção Geral das Artes
 
7 a 9 jul | 21h30 | M/12
Grátis
Campanhã - Auditório de Campanhã