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| PATRIMÓNIO
ARQUITECTÓNICO RELIGIOSO |
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IGREJA PAROQUIAL |
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Situada no
centro do freguesia, a Igreja de Campanhã terá sido erigida por volta de 1714 não se
conhecendo, porém, qualquer fonte que possa atestar com segurança o ano exacto da sua
construção. As origens mais remotas poderão estar ligadas à antiquíssima "igreja
Sanctae Mariae de Campanham" (séc. XIII), cuja localização se mantém incerta. Foi
saqueada no decurso da segunda invasão francesa (Março de 1809) e sofreu numerosos danos
durante o cerco do Porto (1832-33). Desde então foi objecto de diversas intervenções de
restauro e conservação. A igreja possui unia bela torre sineira e o exterior é todo
revestido a azulejo azul e branco, interrompido por alguns elementos notáveis de cantaria
lavrada, entre os quais se destaca o belo óculo frontal. No interior, a tribuna é em
talha dourada e existem unia série de painéis representando cenas da vida religiosa. A
Igreja de Campanhã alberga ainda a célebre imagem de Nossa Senhora de Campanhã,
padroeira da freguesia, cuja fama advém das numerosas lendas e milagres a que está
associada, alguns dos quais remontando aos séculos IX e X. Trata-se de uma imagem
esculpida em calcário (pedra de ançã), estofada e policromada, de influência francesa
e atribuída ao século XIV. É considerada uma das mais belas imagens da Virgem
existentes na Diocese do Porto.
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CAPELA DE S. ROQUE |
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Edificada
em 1737 por acção do ermitão Francisco João, veio substituir a Ermida de Nossa Senhora
da Ajuda, cujo antigo retábulo ainda se conserva na sacristia da actual capela. A galilé
ou alpendre coberto, pertencente ao traçado original, foi posteriormente tapada e
incorporada no corpo da capela. A fachada principal é muito singela, destacando-se a
porta central avançada e, a meio, um óculo oitavado. A torre sineira com duas janelas e
rematada em pirâmide é também posterior à construção da capela. No interior do
templo destacam-se os altares em branco e ouro e uma pintura representando a Adoração da
Eucaristia, em retábulo de talha dourada. Em 1876 é estabelecida na capela a Confraria
de Santo António, que viria a ser extinta em 1910, para mais tarde ser restaurada sob a
forma de Irmandade de Santo António da Capela de S. Roque da Lameira.
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| CAPELA DO FORTE |
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Pequeno
templo, de traça muito simples, edificado entre os finais do século XVIII e princípios
do século XIX. Está situado no lugar do Forte, no mesmo local onde esteve sediado um
aquartelamento de tropas miguelistas, razão pela qual é também conhecida por Capela do
Forte. Em 1922 os seus bens são entregues à Confraria do Senhor do Calvário, passando
esta instituição a gerir e a promover os serviços e festividades religiosas
relacionadas com a capela. A principal festa é a do Senhor da Pedra, que se realiza todos
os anos, no 30 domingo de Junho, em honra do Senhor do Calvário, cuja imagem é
trabalhada num só bloco de pedra.
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CAPELA DE S. PEDRO |
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As origens
desta capela poderão remontar ao século XII, altura em que surge referenciada na carta
de doação de D. Teresa ao bispo D. Hugo um certa "Eclesia Sancti Petri". A
Capela de S. Pedro esteve desde sempre ligada à devoção de Nossa Senhora da Hora, S.
Pedro e Bom Jesus Salvador. O actual edifício é uma reconstrução de 1887. Sofreu
importantes obras de remodelação, tornando-se o templo mais procurado da área de
Azevedo. Apresenta um bonito altar-mor em talha e valiosíssimas imagens de santos, sendo
de destacar a imagem da Nossa Senhora da Hora, datada do século XIX. As principais festas
da Capela de S. Pedro realizam-se no dia 29 de Junho, em honra de S. Pedro, e no mês de
Maio em honra da Senhora da Hora.
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ALMINHAS E CRUZEIROS |
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Na
freguesia de Campanhã existem numerosas alminhas e cruzeiros à margem das estradas e na
encruzilhada dos caminhos. Algumas destas edificações encontram-se dentro de nichos e
retábulos envidraçados, frouxamente iluminados por modestas lamparinas. Representam um
culto público e intemporal, e as suas origens remontam provavelmente ao período romano,
constituindo reminiscências dos "Deuses Manes" ou "Lares Viales".
Estas manifestações de religiosidade seriam assim adaptações de costumes pagãos a
costumes cristãos, protegendo os viajantes ou peregrinos, terras e casais. A cruz grande
em pedra que surge em caminhos, adros e nas imediações de cemitérios invoca a
protecção ao viajante, celebra determinado acontecimento ou simboliza a
via-sacra.
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| PATRIMÓNIO
ARQUITECTÓNICO CIVIL |
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A
freguesia de Campanhã conserva um conjunto de elementos monumentais e artísticos que se
recomenda pelo valor e interesse dos exemplares que chegaram até nós. As quintas e casas
apalaçadas do século XVIII, a igreja, capelas, alminhas e cruzeiros, e mesmo os
numerosos testemunhos da industrialização, são apenas alguns dos motivos de interesse
que imprimem, do ponto de vista patrimonial, uma marca singular à freguesia.
Sem ser
especialmente numeroso, este acervo compreende alguns imóveis que justificam plenamente
uma breve descrição da sua história e principais valores artísticos.
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PALÁCIO
DO FREIXO |
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Edificado
por volta de 1742, sob o risco de Nicolau Nasoni, o Palácio do Freixo é o mais
importante monumento da freguesia de Campanhã e um dos mais belos exemplares do barroco
civil português. Foi mandado erigir pelo deão da Sé do Porto, D. Jerónimo de Távora e
Noronha. senhor abastado de Entre Douro e Minho, e responsável pela vinda do famoso
arquitecto italiano para a cidade do Porto. Em 1850 é vendido a António Afonso Velado,
rico comerciante do burgo, nobilitado em 1865 pelo rei D. Luís. O novo proprietário
realizaria entretanto diversas obras de modernização que desvirtuaram, em diversos
pontos do interior e exterior, o traçado original, chegando mesmo a instalai nos jardins
lima fábrica de sabão. O velho escudo dos Távoras seria entretanto substituído pelo
emblema heráldico do novo titular. Mais tarde, o edifício e jardins foram vendidos à
Companhia Harmonia que ai instalou unia fábrica de moagem, ampliada entre as décadas de
50 e 60 com um conjunto de enormes silos e outras dependências. Foi classificado
Monumento Nacional em 1910 e, em 1986, o Estado adquiriu o palácio às Moagens Harmonia
para aí instalar um centro de formação profissional. Mais recentemente passou a
pertencer à Câmara Municipal do Porto.
O Palácio
do Freixo é de planta quadrada com dois pisos e quatro torreões pontiagudos, cobertos
com ardósia em forma de pirâmide. A fachada oeste apresenta nichos chanfrados nas
janelas superiores, sendo a central encimada por festões e volutas. Na face sul são
visíveis três graciosos balcões de balaústres no andar nobre. A fachada leste
apresenta-se como a mais imponente, destacando-se uma grande escadaria que conduz ao andar
nobre onde estão situados os salões de recepção. As escadarias de lanços opostos, os
terraços em planos diferentes e os elementos de decoração "rocaille" dão uma
configuração dinâmica ao palácio. O interior era muito rico em estuques, pinturas a
fresco espelhos e lustres. Os jardins, de influência italiana, obedecem a rigorosos
critérios arquitectónicos, recortados por alamedas de balaústres e povoados por
numerosas esculturas alegóricas.
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CASA E QUINTA DE BONJÓIA |
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O primeiro
proprietário conhecido da Quinta de Bonjóia foi Afonso Dinis que a doou ao Cabido da Sé
do Porto em 31 de Dezembro de 1402. A partir de 1479 até meados do séc. XVIII a quinta
esteve emprazada à família Aranha, passando depois, por venda, a D. Lourenço de Amorim
Gama Lobo, fidalgo cavaleiro da Casa Real e responsável pela reedificação da velha
residência aí existente. O projecto, cuja obra de pedraria ficou a cargo do mestre
Miguel dos Santos, conforme consta da escritura de 21 de Março de 1759 é atribuído, sem
confirmação, ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni. Esta suposição e justificada pela
semelhança que apresenta com o "palácio" da Quinta da Prelada, uma
construção que. tal como a Bonjóia, ficou por concluir.
Este
notável edifício apresenta um conjunto muito interessante de belas portadas dotadas de
grandes arcos de pedra e, do lado esquerdo da fachada, um eminente torreão rematado por
pirâmides nos cantos. O portal da quinta, situado no lado portal da quinta, situado no
lado oposto ao da fachada principal. é encimado por um escudo esquartelado de
Amorim,
Gama, Lobo e Magalhães. Na extremidade esquerda da casa notam-se ainda os vestígios
daquele que seria o segundo corpo da habitação. o qual nunca chegou a ser concluído. A
propriedade de cerca de 38.320 m2 possuía ainda uma capela dedicada a Nossa capela
dedicada a Nossa Senhora do Rosário, bem como magníficos jardins onde ainda se conservam
espécies consideradas raras. Pensa-se que Afonso Costa esteve refugiado no torreão do
palácio aquando das perturbações provocadas pelo processo de afirmação do regime
republicano.
Em 1935 a
quinta foi vendida ao Dr. Juiz Abílio Augusto Mendes de Carvalho, razão pela qual é
também conhecida por Quinta do juiz. Mais recentemente, em 1995, foi adquirida pela
Fundação para o Desenvolvimento do Freguesia de Campanhã.
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QUINTA DA REVOLTA |
(Monumento em
vias de classificação) |
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Digno
exemplar de construção palaciana do século XVIII, confronta a norte com as Cavadas, a
nascente com a Calçada de S. Pedro a sul com a Rua do Freixo e a poente com o rio Tinto.
No século XVII morava nesta quinta Miguel Alvo Brandão, em casa que estará na origem da
actual. Em 1867 é vendida ao conhecido negociante Duarte de Oliveira e comprada em 1918
pela firma Moreira da Silva & Filhos, a actual proprietária. A construção, que
sofreu sucessivas remodelações, contempla na fachada da retaguarda um campanário sem
sino, encimado por uma cruz idêntica à da fachada principal. A frontaria é constituída
por piso térreo e andar, no qual se abrem sete janelas. duas delas de sacada. No século
XVIII foi mandada erigir uma capela com um fachada barroca simples dedicada a Nossa
Senhora da Conceição. A nave tinha um lambrim de azulejos policromos do século XLX e o
retábulo do altar mantém ainda um belo exemplar de talha branca e dourada. O portão.
encimado por uma Pedra de Armas de granito do século XVIII é de estilo
"rocaille" e tem a representação heráldica dos Alvo, Brandão e Azevedo.
Actualmente a quinta é conhecida por Horto do Freixo ou pelo nome dos seus
proprietários, os Moreira da Silva. Ali estão instalados um importante centro de
jardinagem e viveiros.
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CASA E QUINTA DE VILLAR D'ALLEN |
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Situada
perto do Palácio do Freixo e da Quinta da Revolta. a Quinta de Villar 'Allen foi mandada
construir pelo súbdito inglês João Allen, em 1839, para sua residência de Verão. Em
1869 juntou-se-lhe a Quinta de Vila Verde e a Quinta da Vessada. Alguns dos exemplares de
plantas. árvores e arbustos ali existentes foram pela primeira vez introduzidos em
Portugal por João Allen e seu filho Alfredo Allen. notável paisagista e botânico,
responsável pelos projectos dos jardins da Cordoaria e do Palácio de Cristal. As
camélias da quinta granjearam fama e obtiveram diversos prémios em concursos realizados
no Porto. Nos jardins são ainda de destacar a balaustrada, fontanários cascatas.
arcadas. repuxos. lagos e pontes. A casa é uma construção do séc. XIX, de planta
rectangular, com fachada central de piso térreo e andar nobre. O portão ostenta um
pequeno brasão em ferro representando os símbolos heráldicos dos Allen. A quinta é
ainda propriedade da família Allen e alberga um horto particular; o horto de Villar
d'Allen.
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QUINTA DAS AREIAS |
| ( Horto Municipal ) |
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Situada
entre a Rua das Areias e a Travessa das Águas Férreas, no lugar de Azevedo de Campanhã
a Quinta das Areias veio substituir a antiga Quinta de Furamontes ou Casal da Capela. A
referência mais antiga que se conhece remonta ao século XVIII, sendo então seu
proprietário um certo Miguel Amaral. Possuía uma capela dedicada a Nossa Senhora do
Pilar. assinalada hoje por uma cruz em granito onde é visível o pequeno nicho destinado
á lamparina de azeite. Em 1937 passou para a posse da Câmara Municipal do Porto que ali
instalou um dos melhores hortos do pais, com importantes espécies arborícolas e
hortícolas.
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QUINTA DE VILA MEÃ |
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Situada
próximo da Quinta de Bonjóia, a Quinta de Vila Meã esteve ligada a um ramo da família
Vieira entre os séculos XIV e XIX. Em 1866 foi vendida a José Joaquim Pereira
de Lima. Nessa altura a quinta dividia-se em Casal de Baixo e Casal de Cima que. no seu
conjunto, englobavam casa nobre, capela dedicada a Nossa Senhora dos Anjos, jardins pomar,
lago, casas para caseiros e ainda mais de vinte e cinco propriedades, que iam de Godim ao
Fojo, incluindo Lameira. Corujeira, Monte Escoural e Bonjóia. Por volta de 1920 a Quinta
de Vila Meã foi vendida à família Mitra, razão pela qual é também conhecida por
Quinta da Mitra. Uma parte considerável dos terrenos onde esteve implantada a quinta são
hoje ocupados pela VCI.
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| OUTRO
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO |
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ESTAÇÃO DE
CAMPANHÃ |
| A
Estação de Campanhã é a de maior movimento do Porto e foi inaugurada, depois de
diversas vicissitudes que atrasaram a sua construção, em 4 de Novembro de 1877,
juntamente com a Ponte D. Maria Pia. A estação ocupa os terrenos da antiga Quinta do
Pinheiro e, além do edifício principal, integra ainda diversas dependências, como as
oficinas gerais, obra do Eng. Mendes Guerreiro. O edifício de passageiros é constituído
por três corpos ligados por duas alas de um só pavimento. O relógio que encima o corpo
principal é uma peça da célebre Casa Garnier de Paris. A abertura da estação
constitui um dos momentos fundamentais do processo de industrialização da
freguesia. Em 1998 sofreu um conjunto de obras de remodelação e restauro
destinadas a devolver-lhe o aspecto original e a modernizar o sistema interno de
equipamentos e serviços. |
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MATADOURO INDUSTRIAL DO PORTO
Situado no
Largo da Corujeira, o matadouro do Porto entrou em funcionamento em 1923, tendo sido
inaugurado oficialmente apenas em Junho de 1932. Trata-se de uma construção de
influência alemã do género Offenbach, que veio substituir o antigo matadouro de S.
Diniz. Possui diversos pavilhões e dependências destinados às diferentes operações do
processo industrial, ocupando no seu conjunto uma área total de 30.000 m2. Apesar das
diversas actualizações que sofreu ao longo do tempo, as infra-estruturas deste matadouro
são ainda as originais. |
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ESTÁDIO
DO F C PORTO - DRAGÃO

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